| Protesto evita mais uma manobra contra as casas geminadas |
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| Qua, 12 de Outubro de 2011 10:56 | |||
O vereador líder do prefeito na Câmara tentou colocar em votação na tarde de ontem, em regime de urgência, o projeto de lei que revoga o dispositivo inventado pelo prefeito para restringir a construção de casas geminadas em Maringá. A tentativa foi de evitar a presença do movimento que defende a construção no sistema geminado e aproveitar a ausência de vereadores que se manifestaram favoráveis ao projeto.![]() Foto: www.angelorigon.com.br O que os vereadores que defendem o prefeito no Legislativo não contavam é com a organização do povo. Em menos de duas horas, construtores e lojistas da construção civil conseguiram mobilizar cerca de 100 pessoas. Com apitos, narizes de palhaço e cartazes eles manifestaram contra a manobra. Diante da pressão popular o líder do prefeito recuou e o pedido de urgência foi arquivado. O vereador Humberto Henrique (PT) classificou a atitude da liderança do prefeito como incorreta, pois “pediram urgência para um projeto que não é de autoria deles na intenção de derrubar a matéria, assunto que é de interesse da população”. Com a ausência do presidente da Câmara, em viagem à Curitiba, o projeto seria rejeitado por falta de votos. Interesses Para o vereador Humberto, uma das possíveis explicações para este tipo de manobra seja a existência de interesses contrários à vontade da população. Grandes construtoras de apartamentos são apontadas como as principais beneficiadas com a manutenção da restrição contra as geminadas na cidade. Na semana passada a Câmara foi palco de outra polêmica relacionada com a revogação das restrições contra as casas geminadas. Outro vereador aliado ao prefeito planejou a derrubada do projeto também pedindo a votação em regime urgência. Porém, vendo que não teria votos suficiente para rejeitar a matéria, tentou, sem sucesso, retirar o pedido de urgência. Como não conseguiu, esse vereador tirou a roupa em plenário para impedir a continuidade da sessão. Ele sabia que se o projeto fosse votado naquela oportunidade seria aprovado, retirando a restrição contra as geminadas. Gelinton Batista / Assessoria de Imprensa
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